quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cliente de primeira viagem

Certa vez, uma cliente de primeira viagem procurou a terreira para tomar passes e ser atendida espiritualmente. O chefe da casa estava no mundo e listou um trabalho para a moça resolver um negócio de justiça.
O trabalho solicitado foi um Amalá para Xangô. A cambona anotou todos os ingredientes e repassou a cliente, dizendo para ela trazer tudo na próxima semana.
A lista pedia todo o aparato para um Amalá, como carne de peito, mostarda, pirão, gamela, banana, maçã, etc.
Eis que no dia da preparação da oferenda, a cliente abre a sacola e tira de dentro coisas inimagináveis:
Ao invés de um ramo de mostarda fresca ela trouxe um tubo de mostarda para cachorro quente (bem picante, por sinal!)... Ao invés de 500g de carne de peito de gado, veio 1 peito de frango...
Além de 1 kg de maçã (onde era necessário somente uma) e 1 kg de banana nanica (onde o correto seria 6 bananas catarina ou caturra).
A guia espiritual, vendo tamanho desastre e se contendo para não rir da situação, disse o seguinte:
-“Minha filha, tem umas coisinhas erradas aqui. Não dá pra fazer um Amalá pra Xangô com peito de frango e mostarda picante. Faz assim: vai pra casa e prepara um belo fricassê de frango. Amanhã você volta com os ingredientes corretos e a gente faz essa oferenda, ok”?
Precisa dizer que a moça nunca mais apareceu na terreira?

Cada um que parece dois! he he he

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Clementina de Jesus - "Marinheiro Só" (1982)

Um "Salve" para a grande Clementina de Jesus! Axé!

Clara Nunes - A Deusa dos Orixás (RARIDADE/AO VIVO)



É sempre bom lembrar dessa grande mulher! Segue uma raridade de "Claridade"!

Chico Xavier fala sobre a Umbanda

terça-feira, 12 de abril de 2011

Como surgiu a Umbanda

"Todas as entidades serão ouvidas, e nós aprenderemos com os espíritos que souberem mais, além de podermos ensinar os que souberem menos. Não viraremos as costas a nenhum, nem diremos não, pois essa é a vontade do Pai. O verdadeiro umbandista vive para a Umbanda, e não da
Umbanda. Vim para criar uma nova religião, fundamentada no Evangelho de Jesus, e que terá Cristo como seu maior mentor."


ZÉLIO DE MORAES E O CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS

A primeira manifestação de Umbanda, sem influência kardecista e nem de Candomblé, com registro histórico é a do "Caboclo Sete Encruzilhadas" em seu médium Zélio Fernandino de Moraes, 15 de Novembro de 1.908. Assim como a "Tenda Nossa Senhora da Piedade” fundada por Zélio é o primeiro templo de Umbanda registrado no Brasil.
Por isso os fatos que ali aconteceram são de fundamental importância a todos nós, como fatos que marcam profundamente o nascimento da Umbanda no plano material.
Zélio Fernandino de Moraes nasceu no dia 10 de Abril de 1892, no distrito de Neves, município de São Gonçalo - Rio de Janeiro. Filho de Joaquim Fernandino Costa (oficial da Marinha) e Leonor de Moraes.
Em 1908, aos 17 anos, Zélio havia concluído o curso propedêutico (ensino médio) e preparava-se para ingressar na escola Naval, a exemplo de seu pai, foi quando fatos estranhos começaram a acontecer na vida dele. Em alguns momentos Zélio era visto falando manso, com a postura de um velho, em sotaque diferente de sua região, dizendo coisas aparentemente desconexas, em outros momentos parecia um felino lépido e desembaraçado, mostrando conhecer todos os mistérios da natureza. Isso logo chamou a atenção da família, preocupada com a situação mental do menino que se preparava para seguir carreira militar, os "ataques" se tornaram cada vez mais freqüentes.
Assim Zélio foi encaminhado a seu Tio, Dr. Epaminondas de Moraes, médico psiquiatra e diretor do Hospício da Vargem Grande. Após vários dias de observação, não encontrando seus sintomas em nenhuma literatura médica, sugeriu a família que o encaminhasse a um padre, para que fosse feito um ritual de exorcismo, pois desconfiava que seu sobrinho estava endemoniado.
Foi chamado um outro parente, tio de Zélio, padre católico que realizou o dito exorcismo para livra-lo da possível presença do demônio e saná-lo dos ataques. No entanto este e outros dois exorcismos, acompanhados de outros sacerdotes católicos, não resolveram a situação e as manifestações prosseguiram.
Algum tempo depois Zélio foi tomado por uma paralisia parcial, a qual os médicos não conseguiam entender. Um belo dia Zélio levanta-se de seu leito e diz: "amanhã estarei curado" e no dia seguinte começou a andar como se nada tivesse acontecido.
Um amigo sugeriu encaminhá-lo a recém fundada Federação Kardecista de Niterói, município vizinho a São Gonçalo das Neves onde residia a Família Moraes. A Federação era então presidida pelo Sr.José de Sousa, chefe de um departamento da marinha chamado Toque Toque.
Zélio Fernandino de Moraes então foi conduzido a esta Federação no dia 15 de Novembro de 1908, na presença do Sr.José de Sousa, estava ele em meio aos ataques reconhecidos como manifestações mediúnicas. Convidado a sentar-se à mesa logo em seguida levantou-se, contrariando as normas do culto estabelecido pela instituição, afirmou que ali faltava uma flor. Foi até o jardim apanhou uma rosa branca e colocou-a no centro da mesa onde se realizava o trabalho.
Sr.José de Sousa, que possuía também a clarividência, verificou a presença de um espírito manifestado através de Zélio e passou ao dialogo a seguir:
Sr.José: Quem é você que ocupa o corpo deste jovem?
O espírito: Eu? Eu sou apenas um caboclo brasileiro.
Sr.José: Você se identifica como caboclo, mas vejo em você restos de vestes clericais.
O espírito: O que você vê em mim, são restos de uma existência anterior. Fui padre, meu nome era Gabriel Malagrida, acusado de bruxaria fui sacrificado na fogueira da inquisição por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa em 1755. Mas em minha última existência física Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um caboclo brasileiro.
Sr.José: E qual é seu nome?
O espírito: Se é preciso que eu tenha um nome, digam que eu sou o CABOCLO DAS SETE ENCRUZILHADAS, pois para mim não existirão caminhos fechados. Venho trazer a Umbanda uma religião que harmonizará as famílias e que há de perdurar até o final dos séculos.
E no desenrolar da conversa Sr.José pergunta ainda se já não existem religiões suficientes, fazendo inclusive menção ao espiritismo.
O espírito: Deus, em sua infinita bondade, estabeleceu na morte, o grande nivelador universal, rico ou pobre poderoso ou humilde, todos tornam-se iguais na morte, mas vocês homens preconceituosos, não contentes em estabelecer diferenças entre os vivos, procuram levar estas mesmas diferenças até mesmo além da barreira da morte. Por que não podem nos visitar estes humildes trabalhadores do espaço, se apesar de não haverem sido pessoas importantes na Terra , também trazem importantes mensagens do além? Porque o não aos caboclos e pretos-velhos? Acaso não foram eles também filhos do mesmo Deus?...Amanhã, na casa onde meu aparelho mora, haverá uma mesa posta a toda e qualquer entidade que queira ou precise se manifestar, independente daquilo que haja sido em vida, todos serão ouvidos, nós aprenderemos com aqueles espíritos que souberem mais e ensinaremos aqueles que souberem menos e a nenhum viraremos as costas a nenhum diremos não, pois esta é à vontade do Pai.
Sr.José: E que nome darão a esta Igreja?
O espírito: Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois da mesma forma que Maria ampara nos braços o filho querido, também serão amparados os que se socorrerem da Umbanda.
No dia seguinte, na rua Floriano Peixoto, 30 – Neves – São Gonçalo – RJ, próximo das 20:00 horas, estavam presentes membros da federação espírita, parentes, amigos, vizinhos e uma multidão de desconhecidos e curiosos. Pontualmente as 20:00 horas o Caboclo das Sete Encruzilhadas incorporou e com as palavras abaixo iniciou seu culto:
“Vim para fundar a Umbanda no Brasil, aqui inicia-se um novo culto em que os espíritos de pretos velhos africanos e os índios nativos de nossa terra, poderão trabalhar em benefícios dos seus irmãos encarnados, qualquer que seja a cor , raça, credo ou posição social. A pratica da caridade no sentido do amor fraterno, será a característica principal deste culto”
Após trabalhar fazendo previsões, passe e doutrina informou que devia se retirar, pois outra entidade precisava se manifestar. Após a “subida” do Caboclo incorporou uma entidade reconhecida como “preto-velho”, saindo da mesa se dirigiu a um canto da sala onde permaneceu agachado. Sendo questionado o porquê de não ficar na mesa respondeu: “_ Nego num senta não meu sinhô, nego fica aqui mesmo. Isso é coisa de sinhô branco e nego deve arespeitá”, após insistência ainda completou “_ Num carece preocupa não. Nego fica no toco que é lugar de nego” e assim continuou dizendo outras coisas mostrando a simplicidade, humildade e mansidão daquele que trazendo o estereótipo do preto-velho se fez identificar como Pai Antônio. Logo cativou a todos com seu jeito, ainda lhe perguntaram se ele não aceitava nenhum agrado, ao que respondeu: “_ Minha cachimba, nego qué o pito que deixou no toco. Manda moleque busca”. Todos ficaram perplexos, estavam presenciando a solicitação do primeiro elemento material de trabalho dentro da Umbanda. Na semana seguinte todos trouxeram cachimbos que sobraram diante da necessidade de apenas um para Pai Antônio. Assim o cachimbo foi instituído na linha de pretos-velhos, sendo também ele a primeira entidade a pedir uma guia (colar) de trabalho.
O pai de Zélio freqüentemente era abordado por pessoas que queriam saber como ele aceitava tudo isso que vinha acontecendo em sua residência, sua resposta era sempre a mesma em tom de brincadeira respondia que preferia um filho médium ao lugar de um filho louco. Foi um trabalho árduo e incessante para o esclarecimento, difusão e sedimentação da religião de Umbanda. Enquanto Zélio esteve encarnado foram fundadas mais de 10.000 tendas. Após 55 anos de atividade entregou, a direção dos trabalhos da Tenda Nossa Senhora da Piedade a suas filhas Zélia e Zilméia. Mais tarde junto com sua esposa Maria Izabel de Moraes, médium ativa da tenda e aparelho do Caboclo Roxo fundou a cabana de Pai Antônio no distrito de Boca do Mato, município de Cachoeira do Macau – RJ.
Zélio Fernandino de Moraes desencarnou no dia 03 de Outubro de 1975.
Suas filhas deram continuidade ao trabalho e a “Tenda Nossa Senhora da Piedade” existe até hoje sob a direção de Zilméia de Moraes sua filha que aos 88 anos de idade se mostra ainda muito lúcida e ativa na frente dos trabalhos.

PALAVRAS DO CABOCLO 7 ENCRUZILHADAS

"A Umbanda tem progredido e vai progredir. É preciso haver sinceridade, honestidade e eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a Umbanda; médiuns que irão se vender e que serão, mais tarde, expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher é o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a Umbanda progrida, seja forte e coesa.
Umbanda é humildade, amor e caridade - esta a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na Umbanda do Brasil: Caboclos de Oxósse, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxósse, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão. Meus irmãos: sejam humildes, tenham amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham a baixar entre vós; é preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou aqui na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para aqueles que vêm em busca de socorro nas casas de Umbanda.
Meus irmãos: meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18. Posso dizer que o ajudei a casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa Umbanda. A maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que safram desta Casa.
Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso. Assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher aquela que havia de ser sua mãe, este espírito que viria traçar à humanidade os passos para obter paz, saúde e felicidade. Que o nascimento de Jesus, a humildade que Ele baixou à Terra, sirvam de exemplos, iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade por pensamento ou práticas; que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julgueis para não serdes julgados; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar.
Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou à Terra, mas amigo de todos, numa concentração perfeita dos companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos melhorados e curados, e a saúde para sempre em vossa matéria.
Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas".

Como surgiu o Hino da Umbanda

Muitos conhecem, cantam ou já ouviram o Hino da Umbanda. Uma canção que fala de paz e de amor, que faz com que nosso corpo se arrepie de emoção. Mas, infelizmente, sua origem é desconhecida por grande parte dos Umbandistas. Sendo assim, vamos aprender um pouquinho mais sobre o surgimento desta obra prima.

O Hino da Umbanda foi composto na década de 60, há cerca de 46 anos, por um cego que em busca de sua cura foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Embora não tenha conseguido a cura por ser sua cegueira cármica, ficou apaixonado pela religião e escreveu uma canção para mostrar que poderia ver o mundo e nossa religião de outra maneira. Apresentou a composição ao Caboclo das Sete Encruzilhadas que gostou tanto que resolveu apresentá-la como Hino da Umbanda, o qual em 1961, no 2º Congresso de Umbanda, foi oficializado para todo o Brasil.
É importante saber que não se deve repetir a ultima estrofe do hino; que em sinal de amor e respeito pela religião coloca-se a mão direita sobre o peito e que, como para qualquer hino, não se deve bater palmas ao final de sua execução, as palmas acontecem quando saudamos a Umbanda.

Refletiu a luz divina
com todo seu esplendor
É do reino de Oxalá
onde há paz e amor.
Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para tudo iluminar.
A Umbanda é paz e amor,
é um mundo cheio de luz,
é a força que nos dá vida
e a grandeza nos conduz.
Avante filhos de fé,
como a nossa lei não há,
levando ao mundo inteiro
a bandeira de Oxalá!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Pra Ver a Umbanda Passar

Significado do fumo e da bebida na Umbanda

A Umbanda é muito criticada pelo fato de suas entidades usarem o fumo e as bebidas nas sessões, os detratores aproveitando-se disto para taxarem as entidades de atrasadas ou primitivas.

O FUMO
O segredo e a utilização, desses elementos por parte de nossas entidades, o modo como a fumaça é dirigida (magia) tem o seu eró (segredo) e não é como muitos utilizam, para alimentar a vaidade, o vício e a ignorância.
O fumo é a erva mais tradicional da terapêutica psico-espiritual praticada em nossa religião. Originário do mundo novo, os nativos fumavam o tabaco picado e enrolado em suas próprias folhas, ou na de outras plantas, conhecendo o processo de curar e fermentar o fumo, melhorando o gosto e o aroma.
Durante o período físico em que o fumo germina, cresce e se desenvolve, arregimenta as mais variadas energias do solo e do meio ambiente, absorvendo calor, magnetismo, raios infravermelhos e ultravioletas do sol, polarização eletrizante da lua, éter físico, sais minerais, oxigênio, hidrogênio, luminosidade, aroma, fluidos etéreos, cor, vitaminas, nitrogênio, fósforo, potássio e o húmus da terra. Assim, o fumo condensa forte carga etérea e astral que, ao ser liberada pela queima, emana energias que atuam positivamente no mundo oculto, podendo desintegrar fluídos adversos à contextura perispiritual dos encarnados e desencarnados.
O charuto e o cachimbo, ou ainda o cigarro, utilizados pelas entidades filiadas ao trabalho de Oxalá são tão somente defumadores individuais. Lançando a fumaça sobre a aura, os plexos ou feridas, vão os espíritos utilizando sua magia em benefício daqueles que os procuram com fé.
Os solos com textura mais fina, com elevado teor de argila, produzem fumos mais fortes, como os destinados a charutos ou fumos de corda, enquanto os solos mais arenosos produzem fumos leves, para a fabricação de cigarros.
No fabrico dos charutos, as folhas, após o processo de secagem, são reunidas em manocas de 15 a 20 folhas e submetidas a fermentação, destinada a diminuir a percentagem de nicotina, aumentar a combustividade do fumo e uniformizar a sua coloração.
Os tipos de fumo mais utilizados na confecção dos charutos brasileiros são: Brasil-Bahia, Virgínia, Sumatra e Havana.
Nos trabalhos umbandistas a cigarrilha de odor especial é muito utilizada pelas Pombogiras e Caboclas.
Os cigarros são utilizados para fins mais materiais, normalmente relacionados com negócios financeiros.
Os charutos de fumo grosseiro e forte são peculiares à magia dos Exus, enquanto os charutos de fumo de melhor qualidade são usados por Caboclos.
Já os Pretos-Velhos dão preferência aos cachimbos, nos quais usam diversos tipos de mistura de ervas, como o alecrim, a alfazema e outros, além de utilizarem cigarros de palha, impregnando assim os elementos com a sua própria força espiritual, transformando o tradicional "pito" em um eficiente desagregador de energias negativas. Desta maneira, como o defumador, o charuto ou o cachimbo são instrumentos fundamentais na ação mágica dos trabalhos umbandistas executados pelas entidades. A queima do tabaco não traz nenhum vício tabagista, como dizem alguns, representando apenas um meio de descarrego, um bálsamo vitalizador e ativador dos chakras dos consulentes.
Vemos assim que, como ensinou um Pai Velho, "na fumaça está o segredo dos trabalhos da Umbanda".
Geralmente os Guias não tragam a fumaça, utilizando-a apenas para “defumar” o ambiente e as pessoas através das baforadas, apenas enchem a boca com a fumaça e a expelem sobre o consulente ou para o ar.
A função principal é a de defumar aqueles que chegam até a entidade. Algumas entidades deixam de lado o fumo se a casa for defumada e mantiver sempre aceso algum defumador durante os trabalhos.

BEBIDAS
O álcool, tem emprego sério na Umbanda. Quando tomado aos goles, em pequenas quantidades, proporciona uma excitação cerebral ao médium, liberando-lhe grande quantidade de substâncias ativadoras cerebrais, acumulada como reserva nos plexos nervosos (entrelaçamento de muitas ramificações de nervos), a qual é aproveitada pelos guias, para poderem trabalhar no plano material.
Deste modo, quando o médium ingere pequena quantidade da bebida, suas idéias e pensamentos, brotam com mais e maior intensidade. É também uma forma em que a entidade se aproveita este momento para ter maior "liberdade de ação".
Os exús são os que mais fazem uso da bebida. Isto se ao fato de, estas linhas utilizarem muito de energias etéricas, extraidas de matéria (alimentos, álcool, etc.), para manipulação de suas magias, para servirem como "combustível" ou "alimento", encontrando então, uma grande fonte desta energia na bebida.
Estas linhas estão mais próximas às vibrações da Terra (faixas vibratórias), onde ainda necessitam destas energias, retiradas da matéria, para poderem realizar seus trabalhos e magias!
O marafo também é usado para limpar/descarregar pontos de pemba ou pólvora usados em descarregos.
O álcool por sua volatibilidade tem ligação com o ar e pode ser usado para retirar energias negativas do médium.
Já o alcool consumido pelo médium também é dissipado no trabalho, ficando em quantidade reduzida no organismo.
O perigo nestes casos é o animismo, ou seja, o Médium consumir a bebida em grandes quantidades por conta própria e não na quantidade que o Guia acha apropriada. Nestes casos, pode ser que o Guia vá embora e deixe o médium sob os efeitos da bebida que consumiu sem necessidade.

MENORES DE IDADE (Fumo e bebidas alcoólicas)
Se o médium for menor de idade, não se deve permitir que o guia use o fumo e a bebida quando incorporado. Trata-se de respeitar as leis vigentes e evitar que o nome da Umbanda seja associado a possíveis processos judiciais.
O mais indicado seria inclusive ter uma autorização dos responsáveis pelo menor para que ele possa participar dos trabalhos, especificando inclusive (se possível) os horários de início e término das mesmas.
O FUMO E A BEBIDA SÃO INDISPENSÁVEIS?
Podemos sim não utilizar fumo e bebidas. Estes elementos são ferramentas dos Guias para os trabalhos, que podem não ser utilizadas. Haverá uma diminuição da eficiência e rapidez do trabalho, mas ele será realizado também, mais devagar e de forma mais trabalhosa. Será como utilizar apenas as mãos para um determinado trabalho, possível, mas mais trabalhoso. É uma opção do médium, caso o médium não possa ou não queira fumar e beber, o Guia irá respeitar sua decisão.
Pode neste caso solicitar apenas que sejam feitas oferendas com estes elementos, ou que um copo com sua bebida seja deixado próximo a ele quando esiver trabalhando incorporado.

Olorogum, a quaresma umbandista.

O Olorogum acontece sempre no período da quaresma católica, logo depois do carnaval, terminando justamente no sábado de aleluia, onde começa o início do ano litúrgico para o povo do santo.

Geralmente neste período os terreiros de nação fecham seus quartos de santos, despacham ecós e esvaziam as quartinhas. Neste periodo não se dança para os orixás, nem se arria seguranças de balé etc...
São 32 dias de Olorogum, onde acreditamos que os orixás saem para a guerra. Passado este período, ou seja, exatamente após os 32 dias, no dia de Oxum (sábado), às 10 horas da manhã se faz uma mesa com oferendas (frentes para todos Orixás) na porta do salão e algumas casas imolam para receber os Orixás de “volta”.
Este ritual chamamos de “Maleme” (o dia do perdão), que compreende o dia em que os orixás retornam da “guerra” em paz, cansados e devem ser recebidos com uma mesa farta).
É despachada a mesa, as quartinhas e os ecós refeitos. Acende-se velas, fazemos a chamada geral aos Orixás e abre-se o quarto de santo de novo.
O Olorogum não tem nada a ver com sincretismo. É um ritual africano, que em um período do ano todos os orixás, convocados por Olorum, vão a “guerra” para defender a criação, inclusive de si próprios e de seus elementos. Este período tem 32 dias de total ausência dos Orixás do mundo terreno. Isto não é novidade e nem sincretismo, este mito já tem mais de 6 mil anos de crença e continua até hoje.
Por esse motivo nesse período os africanistas, ficam “recolhidos” mas isso não significa desprotegidos.

terça-feira, 15 de março de 2011

Na Umbanda de bombachas, Oferenda é costela !

Em entrevista ao Jornal O Globo em 19/05/2002 Pedro de Oxum explica um pouco da Cultura Africana moldado pelos costumes gaúchos.
RIO E PORTO ALEGRE. O acarajé e a farofa cederam lugar ao churrasco como oferenda. As bombachas substituíram as túnicas. Dados do Censo 2000 revelam que o Rio Grande do Sul é o estado que proporcionalmente concentra o maior número de adeptos da umbanda e do candomblé no país. Lá, 1,63% da população declarou que cultua a religião dos orixás. Famosa por seus terreiros e mães-de-santo, a Bahia, surpreendentemente, está em nono lugar: apenas 0,09% dos baianos disse ser umbandista.
O Rio de Janeiro está em segundo lugar no ranking dos estados com mais adeptos do candomblé e da umbanda, com 1,32%. O estado perdeu o posto de líder para o Rio Grande do Sul na última década. De 1991 para 2000, houve uma queda de 1,97% para 1,32% no número de seguidores fluminenses. No mesmo período, o índice subiu de 1,23% para 1,63% no Rio Grande do Sul. Mas os católicos são maioria entre os gaúchos (73,74%), seguidos dos evangélicos (13,06%) e dos sem religião (4,4%). Os espíritas também superam os umbandistas naquele estado, com 2,14% de seguidores.
“Um fenômeno de causas desconhecidas”
Para os técnicos do IBGE, mais surpreendente que a desmistificação da Bahia como símbolo da religião afro-brasileira é o crescimento da presença do candomblé e da umbanda no Rio Grande do Sul. — É um fenômeno muito interessante e sobre o qual ainda não se conhecem as causas, já que não foi detectado por nenhum estudioso nem pela sociedade — afirma a pesquisadora do IBGE Nilza de Oliveira Martins, responsável pelos dados sobre religião do Censo.
O aumento no número de gaúchos umbandistas faz com que a Região Sul, de colonização européia, perca apenas para o Sudeste no ranking por região. Do total de umbandistas brasileiros, 57,4% estão no Sudeste e 30,4% no Sul. O Nordeste contribui com 8%.
O crescimento da umbanda no Rio Grande do Sul fez surgir um novo perfil de pai-de-santo, moldado pelos costumes gaúchos. Eles oferecem churrasco de costela aos orixás e usam bombachas brancas, como Pedro de Oxum Docô, de 41 anos, um dos mais populares no estado. Sua mulher, formada em pedagogia, é a mãe- de-santo Viviane de Iansã.
— As bombachas são pelo frio no inverno. Já o churrasco é o gosto do praticante que impõe mesmo — diz Pedro.
Filho de pais católicos, ex-coroinha e ex-freqüentador assíduo de missa aos domingos, Pedro trocou o catolicismo pela umbanda aos 22 anos. Acredita ter sido curado de uma doença depois de ser benzido por uma mãe-de-santo.
Segundo levantamento da seção gaúcha da Associação de Cultos Afro-brasileiros (Afrobras), existem cerca de 50 mil estabelecimentos voltados para a prática de religiões afro-brasileiras no estado.
Os grupos mais organizados no Rio Grande do Sul, como o Ilê Oxum Docô, usam até a internet para popularizar os cultos africanos. Pela internet, a casa de Docô presta consultas e joga búzios, além de oferecer cartas de tarô e outros serviços. Segundo o pai- de-santo, sua página na internet é visitada por nove mil internautas mensalmente. Ele diz ter 17 mil clientes cadastrados.
Na Bahia, uma das razões que podem explicar o número baixo de seguidores da umbanda e do candomblé, segundo os técnicos do IBGE, é o sincretismo religioso. No estado onde até Mãe Menininha do Gantois declarou ser católica, não é raro ver católicos freqüentando terreiros e vice-versa.
A ligeira queda (de 0,11% em 91 para 0,09% em 2000) na proporção de adeptos da religião africana na Bahia na última década, de 1991 para 2000, foi inexpressiva, diz Nilza:
— A religião africana na Bahia é muito tradicional, é passada de pai para filho, o que faz com que os números não variem muito nem para mais nem para menos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

As vestes na Umbanda

Texto interessante retirado da internet:


As vestes na Umbanda são geralmente brancas, sempre muito limpas, já que este é um dos motivos pelo qual se troca de roupa para os trabalhos. Nunca se deve trabalhar com as roupas do corpo, ou já vir vestido de casa com as roupas brancas. O suor causa uma sensação de desconforto, o que traz uma má concentração e intranqüilidade do médium (sem contar, é claro, com a desagradável situação de uma pessoa que vai tomar passes ou consultar-se, e ficar sentindo o cheiro do suor do médium, que está sempre próximo nos trabalhos).
O branco é de caráter refletor, já que é a somatória de todas as cores e funciona, aliado a outras coisas, como uma espécie de escudo contra certos choques menores de energias negativas que são dirigidas ao médium. Serve, também, para identificar os médiuns dentro de uma casa de trabalhos muito grande. Alem disso, é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranqüilidade.

A Roupa Branca (Roupa de Santo) é a vestimenta para a qual devemos dispensar muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.

O Pano de Cabeça (Torço) - É feito a partir de um pano chamado ojá (a palavra significa “faixa de pano”), de tamanho variável. Existem vários formatos de torço, que podem ter significados diferentes. Por exemplo: o torço com duas pontas (orelhas) significa orixá feminino enquanto o torço com uma ponta só simboliza orixá masculino.
Serve tanto para proteger a coroa do médium conta as energias mais pesadas, como também representa um sinal de respeito dentro de um determinado ritual.

A Toalha Branca (Pano da Costa) - Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,50 x 0,80 m. Entre outras coisas, é utilizado para cobrir a cabeça dos médiuns quando estes incorporam Obaluaiê.

Outras Roupas – Em alguns casos, os guias podem solicitar alguma peça de roupa para que usem durante os trabalhos. Podem ser:
Pretos Velhos: toalhas, batas, saia, calça, etc.
Exus: Roupas, lenços, chapéus, jóias, capas, etc.
Caboclos: Cocares, faixas, penas, tiras de couro, etc.
Crianças: Bonés, roupas, laços, toalhas, etc.
Estas peças de roupa serão autorizadas pela dirigente ou pelos guia chefe da casa.

Os Pés Descalços
O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados.
Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas.
É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.
Além disso, nós atuamos como a pára-raios naturais, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.
Em alguns terreiros é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).
Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os "pés descalços" eram um símbolo da condição de escravo, de coisa; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.
Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da "conquista" dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).
Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.
Eles estavam (magicamente) em África e não mais no Brasil.
No solo africano (dos terreiros) eles retornavam (magicamente) à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.

Brincos, Pulseiras Etc.
Certamente tal tema deixará de "cabelos em pé" parte da coletividade feminina que atua como médium nos vários Templos de Umbanda.
É cientificamente comprovado que dentre as matérias tangíveis encontradas em nosso planeta, os metais (ouro, prata, bronze etc.) constituem-se em substâncias de grande poder magnético atrativo (capacidade de atrair, conduzir e/ou condensar em seu corpo energias dos mais diferentes níveis e tipos).
O importante é que, com esta informação em mente, é bem fácil deduzir-se o que pode ocorrer a um médium que se apresenta como um autêntico cabide de bijuterias ambulante.
É fato que nos trabalhos mediúnico-espirituais, estando incorporados ou não, quase sempre enfrentamos forças de baixo teor vibratório (kiumbas, Formas-Pensamento negativas etc.) que acompanham e turbam a vida de muitas pessoas. Estas, ao serem conduzidas ou procurarem o auxílio de um Templo Umbandista, para verem dissipadas as causas e os efeitos de tais assédios, apresentam seu campo áurico (Aura - Campo Energético) e perispiritual (Corpo Astral) completa ou parcialmente contaminados pelos fluidos hostis das forças supracitadas.
Não obstante os obsessores serem doutrinados e/ou detidos e encaminhados a prisões astrais, e as formas-pensamento serem desintegradas, durante todo o trabalho de assepsia espiritual, resíduos magnéticos destas individualidades tendem a agregar-se aos metais mais próximos, inundando-os com fluidos nocivos, neste caso, os metais que o intermediário utiliza.
Muitos podem estar se perguntando qual o papel das entidades espirituais nesta situação. Bem, elas fazem a parte que lhes compete, cruzando e defumando as guias dos médiuns, solicitando somente o uso de vestimenta branca (cor branca - função refletora/repulsora de eletromagnetismo nocivo), banhos de mar e cachoeira, banhos com ervas, defumações especiais no templo, e uma série de outras providências salutares ao seu "aparelho".
No entanto, será que há preocupação em se fazer a assepsia de brincos, pulseiras, cordões e outras bijuterias, como colocá-las em um recipiente de barro com água e sal grosso? é claro que não!!!. O que acontece então? paulatinamente tais adereços vão sendo encharcados por cargas densamente negativas, que acabam por jorrar no próprio médium.
Na Umbanda possuímos recursos não só repressivos, mas também preventivos para lidarmos com certas circunstâncias. Não custa nada ao médium, principalmente do sexo feminino, antes de começar o labor caritativo, tirar e guardar os metais que ora utiliza, evitando com isto eventuais efeitos danosos a sua constituição espírito-física.
Os únicos adereços que podem ser usados nas sessões, são os indicados pelas entidades e alianças (casamento, noivado ou compromisso).

Causo da Preta Velha Vovó Maria (Para reflexão)

“A ingratidão é um dos frutos mais imediatos do egoísmo; revolta sempre os corações honestos.”


Vovó Maria fumegava seu pito e batia seu pé ao som da curimba enquanto observava o terreiro, onde os cambonos movimentavam-se atendendo aos pretos velhos e aos consulentes. Mandingueira, acostumada a enfrentar de tudo um pouco nos trabalhos de magia, sabia perfeitamente como o mal agia tentando disseminar o esforço do bem.
Sob variadas formas, as trevas vagavam por ali também.
Alguns em busca de socorro; outros, mal-intencionados, debochavam dos trabalhadores da luz. Muitos chegavam grudados no corpo das pessoas, qual parasitas sugando sua vitalidade.
Outros, por sobre seus ombros, arqueando e causando dores nos hospedeiros, ou amarrados nos tornozelos, arrastavam-se com gemidos de dor. Fora os tantos que eram barrados pela guarda do local, ainda na porta do terreiro e que, lá de fora, esbravejavam palavrões.
Da mesma forma, o movimento dos exus e outros falangeiros se fazia intenso no lado astral do ambiente, para que, dentro do merecimento de cada espírito, pudessem ser encaminhados.
Uma senhora com ares de madame se aproximou da preta velha para receber atendimento. Vinha arrastando uma perna que mantinha enfaixada.
– Saravá, filha – falou Vovó Maria, enquanto desinfetava o campo magnético da mulher com um galho verde, além de soprar a fumaça do palheiro em direção ao seu abdome, o que fez com que a mulher demonstrasse nojo em sua fisionomia.
Fingindo ignorar, a preta velha, cantarolando, continuou a sua limpeza. Riscando um ponto com sua pemba no chão do terreiro, pediu que a mulher colocasse sobre ele a perna ferida.
“Será que não vai pedir o que tenho?”, pensou a mulher, já arrependida por estar ali naquele lugar desagradável. “Vou sair daqui impregnada por estes cheiros!”
Vovó Maria sorriu, pois captara o pensamento da mulher, mas preferiu ignorar tudo isso. O que a mulher não sabia era a gravidade real do seu caso, ou seja, aquilo que não aparecia no físico. Se ela pudesse ver o que estava causando a dor e o inchaço na perna, aí sim, certamente ficaria muito enojada. Na contraparte energética, abundavam larvas que se abasteciam da vitalidade do que já era uma enorme ferida e que breve irromperia também no físico.
Além disso, uma entidade espiritual, em quase total deformação, mantinha-se algemada à sua perna, nutrindo, assim, essas larvas astrais. Para qualquer neófito, aquilo mais parecia um cadáver retirado da tumba mortal, inclusive pelo mau cheiro que exalava.
Com a destreza de um mago, a preta velha sabia como desvincular e transmutar toda essa parafernália de energias densas, libertando e socorrendo a entidade escravizada a ela.
Feitos os devidos “curativos” no corpo energético da mulher, Vovó Maria, que à visão dos encarnados não fez mais que um benzimento com ervas e algumas baforadas de palheiro, dirigiu-se agora com voz firme à consulente:
– Preta Velha até aqui ouviu calada o que a ilha pensou a respeito do seu trabalho.
Agora preciso abrir minhas tramelas e puxar sua orelha.
Ouvindo isso, a mulher afastou-se um pouco da entidade, assustada com a possibilidade de que ela viesse mesmo a lhe puxar a orelha.
“Escutou o que pensei? Ah, essa é boa. Ela está blefando comigo.”, pensou novamente a mulher.
– Se a madame não acredita em nosso trabalho, por que veio aqui buscar ajuda? Filha, não estamos aqui enganando ninguém. Procuramos fazer o que é possível, dentro do merecimento de cada um.
– É que me recomendaram vir me benzer, mas eu não gosto muito dessas coisas…– …e só veio porque está desesperada de dor e a medicina não lhe deu alento, não foi ilha? – complementou a preta velha.
– Os médicos querem drenar a perna e eu fiquei com medo, pois nos exames não aparece nada, mas a dor estava insuportável.
– Estava? Por quê, a dor já acalmou?
– É, agora acalmou, parece que minha perna está amortecida.
– E está mesmo, eu fiz um curativo.
A mulher, olhando a perna e não vendo curativo nenhum, já estava pronta para emitir um pensamento de desconfiança quando a preta velha interferiu:
– Vá para sua casa, ilha, e amanhã bem cedo colha uma rosa do seu jardim, ainda com orvalho, e lave a sua perna com ela, na água corrente. Ao meio-dia o inchaço vai sumir e sua perna estará curada.
Não ousando mais desconfiar, ela agradeceu e já estava saindo quando a preta velha a chamou e disse:
– Não se esqueça de pagar a promessa que fez pra Sinhá Maria, antes dela morrer…
Arregalando os olhos, a mulher quase enfartou e tratou de sair daquele lugar imediatamente.
O cambono, que a tudo assistia calado, não agüentando a curiosidade perguntou que promessa foi essa.
– Meu menino, o que nós escondemos dos homens fica gravado no mundo dos espíritos.
Essa filha, herdeira de um carma bastante pesado por ter sido dona de escravos em vida passada e, principalmente, por tê-los ferido a ferro e fogo, imprimindo sua marca na panturrilha dos negros, recebeu nesta encarnação, como sua fiel cozinheira, uma negra chamada Sinhá Maria.
Esse espírito mantinha laços de carinho profundo pela madame desde o tempo da escravidão, quando foi sua “Bá” e, por isso, única poupada de suas maldades. Nessa encarnação, juntaram-se novamente no intuito de que a bondosa negra pudesse despertar na mulher um pouco de humildade, para que esta tivesse a oportunidade de ressarcir os débitos, diante da necessidade que surgiria de auxiliar alguém envolvido na trama cármica.
Sinhá Maria, acometida de deficiência respiratória, antes de desencarnar solicitou à sua patroa que, na sua falta, assistisse seu esposo, que era paraplégico, faltando-lhe as duas pernas.
Deixou para isso todas as suas economias de anos a fio de trabalho e só lhe pediu que mantivesse com isso a alimentação e os medicamentos. Mas na primeira vez que ela foi até a favela onde morava o homem, desistiu da ajuda, pois aquele não era o seu “palco”. Tratou logo de ajustar uma vizinha do barraco, dando-lhe todo o dinheiro que Sinhá havia deixado, com a promessa de cuidar do pobre homem. Não é preciso dizer qual rumo tomaram as economias da pobre negra; em pouco tempo, para evitar que ele morresse à míngua, a Assistência Social o internou em asilo público. Lá ele aguarda sua amada para buscá-lo, tirando-o do sofrimento do corpo físico. Nenhuma visita, nenhum cuidado especial. A madame se havia “esquecido” da promessa. Eu só iz lembrá-la para que não tenha que voltar aqui com as duas pernas inválidas. A Lei só nos cobra o que é de direito, mas ela é infalível. Quanto mais atrasamos o pagamento de nossas dívidas, maiores elas ficam. Por isso, camboninho, negra velha sempre diz para os filhos que a caridade é moeda valiosa que todos possuímos, mas que poucos de nós usam. Se não acordamos sozinhos, na hora exata a vida liga o “desperta-dor” e, às vezes, acordamos assustados com a barulheira que ele faz… eh, eh, eh… Entendeu, meu menino?
– Sim, minha mãe. Lembrei que tenho de visitar meu avô que está no asilo…
Sorrindo e balançando a cabeça a bondosa preta velha falou com seus botões:
– Nega véia matô dois coelhos com uma cajadada só… eh, eh…
E, batendo o pé no chão, fumando seu pito e cantarolando, prosseguiu ela, socorrendo e curando até que, junto aos demais, voltou para as bandas de Aruanda.

sexta-feira, 4 de março de 2011

História da Pombagira Maria Mulambo

Sua lenda diz que Maria Mulambo nasceu em berço de ouro, cercada de luxo. Seus pais não eram Reis, mas faziam parte da corte no pequeno reinado. Maria cresceu sempre bonita e delicada. Com seus trejeitos, sempre foi chamada de princesinha, mas não era. Aos 15 anos, foi pedida em casamento pelo rei, para casar-se com seu filho de 40 anos.

Foi um casamento sem amor, apenas para que as famílias se unissem e a fortuna aumentasse. Os anos se passavam e Maria não engravidava. O reino precisava de um outro sucessor ao trono. Maria amargava a dor, além de manter um casamento sem amor, ser chamada de árvore que não dá frutos; e nesta época, toda mulher que não tinha filhos era tida como amaldiçoada.
Paralelamente a isso tudo, a nossa Maria era uma mulher que praticava a caridade, indo ela mesma aos povoados pobres do reino, ajudar aos doentes e necessitados. Nessas suas idas aos locais mais pobres, conheceu um jovem, apenas dois anos mais velho que ela, que havia ficado viúvo e tinha três filhos pequenos, dos quais cuidava como todo amor. Foi amor à primeira vista, de ambas as partes, só que nenhum dos dois tinha coragem de aceitar esse amor. O rei morreu, o príncipe foi coroado e Maria declarada rainha daquele pequeno país.
O povo adorava Maria, mas alguns a viam com olhar de inveja e criticavam Maria por não poder engravidar. No dia da coroação os pobres súditos não tinham o que oferecer a Maria, que era tão bondosa com eles. Então fizeram um tapete de flores para que Maria passasse por cima. A nossa Maria se emocionou; seu marido, o rei, morreu de inveja e ao chegar ao castelo trancou Maria no quarto e deu-lhe a primeira das inúmeras surras que ele lhe aplicaria. Bastava ele beber um pouquinho e Maria sofria com suas agressões verbais, tapas, socos e pontapés. Mesmo machucada, nossa Maria não parou de ir aos povoados pobres praticar a caridade.Num destes dias, o amado de Maria, ao vê-la com tantas marcas, resolveu declarar seu amor e propôs que fugissem, para viverem realmente seu grande amor. Combinaram tudo. Os pais do rapaz tomariam conta de seus filhos até que a situação se acalmasse e ele pudesse reconstruir a família. Maria fugiu com seu amor apenas com a roupa do corpo, deixando ouro e jóias para trás.
O rei no princípio mandou procurá-la, mas, como não a encontrou, desistiu. Maria agora não se vestia com luxo e riquezas,agora vestia roupas humildes que, de tão surradas, pareciam mulambos; só que ela era feliz. E engravidou. A notícia correu todo país e chegou aos ouvidos do rei. O rei se desesperou em saber que ele é que era uma árvore que não dá frutos. A loucura tomou conta dele ao saber que era estéril e, como rei, ele achava que isso não podia acontecer. Ele tinha que limpar seu nome e sua honra.Mandou seus guardas prenderem Maria, que de rainha passou a ser chamada de Maria Mulambo, não como deboche mas, sim, pelo fato de ela agora pertencer ao povo. Ordenou aos guardas que amarrassem duas pedras aos pés de Maria e que a jogassem na parte mais funda do rio. O povo não soube, somente os guardas; só que 7 dias após esse crime, às margens do rio, no local onde Maria foi morta, começaram a nascer flores que nunca ali haviam nascido. os peixes do rio somente eram pescados naquele local, onde sófaltavam pular fora d’água. Seu amado desconfiou e mergulhou no rio, procurando o corpo de Maria; e o encontrou.
Mesmo depois de estar tantos dias mergulhado na água, o corpo estava intacto; parecia que ia voltar à vida. os mulambos com que Maria foi jogada ao rio sumiram. Sua roupa era de rainha. Jóias cobriam seu corpo. Velaram seu corpo inerte e, como era de costume, fizeram uma cerimonia digna de uma rainha e cremaram seu corpo. O rei enlouqueceu. Seu amado nunca mais se casou,cultuando-a por toda a vida, à espera de poder encontrá-la de novo. À espera de poder reencontrar sua Maria. No dia em que ele morreu e reencontrou Maria, o céu se fez do azul mais límpido e teve início a primavera.
Assim a nossa Maria, que agora era a rainha Maria Mulambo, virou lenda; e até hoje é invocada para proteção dos amores impossíveis.

COMO MULAMBO É …

D. Maria Mulambo mostra-se quase sempre bonita, feminina, amável, elegante, sedutora. Ela gosta das bebidas suaves como vinhos doces, licores, cidra, champanhe, anis, etc. E gosta dos cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho e o destaque. Usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras, etc. Exus e pombagiras dessa linha (estrada) são os mais Brincalhões. Suas consultas são sempre recheadas de boas gargalhadas, porém é bom lembrar que como em qualquer consulta com um guia incorporado, o respeito deve ser mantido e sendo assim estas brincadeiras devem partir SEMPRE do guia e nunca do consulente.
São os guias que mais dão consultas em uma gira de Exu, se movimentam muito e também falam bastante, alguns chegam a dar consulta a várias pessoas ao mesmo tempo. Nesta linha trabalham vários espíritos, desde os Exus da estrada propriamente dita,como também os Ciganos e a malandragem. Também se encaixam nesta linha alguns espíritos, que apesar de já terem atingido um certo grau de evolução, optaram por continuar sua jornada espiritual trabalhando como Exús.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Caboclo Sete Flechas (Documentário Completo)



Saravá seu 7 flechas, ele é o rei das matas, com o seu bodoque atira na Umbanda, sua flecha mata!

Ótimo documentário.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

O Diabo da garrafa!

Esse "causo" me foi contado por uma colaboradora do blog.
Existem muitas pessoas iguais a que relatarei agora:

Certa vez, um Pai de Santo disse a um cliente que sua vida não ia pra frente, que os negócios iam dar pra trás e que as coisas estavam muito travadas. Mas isso tinha um motivo: è que um diabo o acompanhava a tempos...
Só que esse diabo havia fugido pra "Grécia" (Diabo chique heim?) e que ele (o Pai de Santo) poderia desfazer essa maldição, porém teria que ir até a Grécia para capturar o coisa ruim...
Pois não é que o cliente pagou tudo... Mas tudo mesmo pro seu guia espiritual ir até a Europa pegar o Capeta?
Dias depois... O Pai de Santo voltou da Grécia com uma garrafa. Disse ao cliente que pegou o cramulhão e prendeu na garrafa. Ele não enxergaria, mas o bicho tava ali.
Então colocou aquela garrafa num lugar do terreiro e disse ao cliente que dali o Diabo não sairia, mas que ele teria que zelar pela garrafa.
Até hoje a pessoa "paga" mensalidade para manter a garrafa do diabo no terreiro para o bicho não sair de lá!!!

Tenho uma curiosidade: Será que a vida desse pobre coitado melhorou???

Cada um que me aparece...

Saravá meu povo!!!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Muito obrigado axé - Bethânia & Ivete

â

Essa tembém é linda!
"Quem tem santo é que entende"...

Lider dos Templários



Mais uma maravilhosa!
"Tem fé, que Jorge é de ajudar, a todo brasileiro, brasileiro guerreiro!!!

Ogum - Clipe da Música de Zeca Pagodinho



Linda canção! Vale a pena ouvir!

Programa Exu Caveira Hermes & Renato



Muito bom!!! Morri rindo... hehehehehe

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Festa de Exú na rua João Alfredo em Porto Alegre



Achei interessante esse vídeo!
Uma grande festa de Exú em plena Rua João Alfredo em Porto Alegre!

Alupandê Exú!

Rita Ribeiro - Xangô, o vencedor



Simplesmente maravilhoso!

Rita Ribeiro recriando o clássico "Xangô, o vencedor" de Ruy Maurity.

Kaô Kabecile!

Ogum em Caxias do Sul!

Estava eu em Caxias do Sul (Em pleno dia da Mãe Iemanjá) e para minha surpresa, ao passar por uma grande avenida da cidade, me deparo com essa maravilha! Uma estátua de Ogum adornando uma praça!
Pensei na hora: -"Tenho que postar isso no blog. Preciso dividir isso com todos".

Salve!

Dois de Fevereiro (Dorival Caymmi) - Coral UNIFESP (13)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Casamento na Umbanda

Hino da Umbanda e Saudação à Umbanda

O QUE É UMBANDA ?

Propaganda da BRAHMA (macumba de namorada)

Cabocla Clara Nunes!

Minha gente... leiam isso que achei na internet:

"Numa das visitas que fiz a um terreiro de Umbanda, por sinal tradicional no Rio de Janeiro, a curimba, dentre os pontos tradicionais da linha de Iansã, puxava uma música conhecida:
.."IANSÃ CADÊ OGUM, FOI PRO MAR, IANSÃ CADÊ OGUM, FOI PRO MAR"...
Desciam algumas entidades rodopiando e girando braços, todas diferentes umas da outras mas numa única sintonia vibratória.
Vinham até os consulentes para ministrar passes...(bem no local onde eu estava). Nesta cantiga uma " entidade" virou para mim e disse:
-"Estás pensando que sou uma cabocla de Iansã? Estás enganado pois eu sou a CLARA NUNES! A filha de Ogum com Iansã!

Meu pai do céu...

Onde iremos parar???

Salve!

Caboclo "dentadura"!

A gira decorria normalmente em uma sexta feira, e como de praxe, após os médiuns mais novos desencorporarem antes, um senhor ficava quase habitualmente por último (por uma questão da hierarquia do terreiro).
Findadas as desincorporações dos demais, o caboclo se dirige em direção ao congá, gira algumas vezes, dá o seu brado, e bem de frente ao congá, bate forte no peito....tummmmmmmm! tummmmmmmmm!
Na segunda batida, a dentadura espirra da boca e sai pulando encima das imagens.....
O chefe do terreiro segura o riso em sinal de respeito e em solidariedade ao "acidente", afinal era um senhor já com seus 60 e poucos anos. Os demais da corrente quiseram esboçar um riso, mas devido a firmeza do chefe, seguraram os comentários...
Mas o médium se vira na seqüência e com aquela boca toda chupada para dentro fala:
"O CABOCLO XXXXXUUUUUBIUUUUU"...
Ai o terreiro veio abaixo, pois ninguém segurou o riso...

Salve Povo de Aruanda!

Ogum e seu "Cavalo"!

Essa eu não acreditei quando li... Hehehe


"Minha tinha, uma daquelas "carolas" de terreiro, certa vez em curitiba, foi a um terreiro em um dos bairros periféricos (acho que perto de São José dos Pinhais) e lá chegando foi informada pelos consulentes presentes que o terreiro era "muito forte". Ela sentou e ficou esperando o início dos trabalhos.
Depois dos ritos iniciais, sai de um quarto o chefe do terreiro incorporado de "Ogum Beira Mar", todo vestido igual a um soldado romano (São Jorge) e começa a girar no terreiro.
Ai uma mulher do lado dela volta a repetir:
-"Isto que é terreiro forte, porque o chefe incorpora São Jorge e o cambono incorpora o cavalo dele".
E ai gente, segundo ela, o cambono começava a entrar em transe, ficava de quatro e começava a pinotear feito um pangaré...

É mole ou quer mais?

(Relatada por uma leitora).

Salve!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O chamado !

Esse caso aconteceu comigo à 10 anos atrás.
Eu estava de carro com um colega na estrada de Passo Fundo para Erechim num sábado. No meio da estrada resolvemos pegar um atalho (chão batido) para chegarmos mais rápido ao destino. Era mais ou menos 23:35h quando avistamos luzes na estrada à pelo menos uns 100m na nossa frente.
Logo pensei no pior (assalto) então comecei a mentalizar os meus protetores (todos) e principalmente o nosso amigo Sr. Exú Marabô, para que não deixasse acontecer nada de pior comigo e com meu amigo naquele momento.
Chegando no local das luzes podemos ver que se tratava apenas de um acidente na estrada e todos ali pararam para prestar socorro.

No outro sábado, em uma sessão de Exú, o Sr. Marabô me chamou e disse o seguinte:
-"Boa noite nego. Tudo bem agora? Você me chamou naquela noite! Tava com medo... Mas eu estava do seu lado o tempo todo!
Eu não me recordava ais de ter pedido a sua ajuda à sete dias atrás, então fiquei arrepiado dele ter falado aquilo. E pra minha surpresa, não havia contado para ninguém (só mentalizado!).
Minha fé aumentou mais ainda depois disso.

(Relato de um leitor)

Salve!

Surra de espada de São Jorge!















Essa é de ler e chorar no cantinho...

Certa vez, uma sessão pegou fogo literalmente. Tava pesada mesmo! Muitas energias misturadas e coisas ruins acontecendo. Até que uns três médiuns deram passagem a essas "visitas". Como as visitas não queriam ir embora, alguém apanhou algumas Espadas de São Jorge que haviam no pátio e literalmente "descarregaram" nos médiuns possuídos! Foi uma surra (deram-lhe pau mesmo!) que contando, ninguém acredita...
Minha gente: a coisa foi tão forte que os médiuns (assim que voltaram a si) nem imaginavam o que havia acontecido.
Um deles disse:
-"Nossa, estou fedendo a espada de São Jorge"... O que houve?
Uma pessoa da corrente respondeu:
-"Um passe forte "fulano", um passe forte. Por isso que tu estás sentindo esse cheiro...

Hahahaha...

(Enviada por um leitor...)

Saravá!